Fernando Mitre

Mitre: base governista e reeleição do presidente da Câmara

'Arthur Lira, que terá apoio da bancada do PT, deve ser importante, para não dizer decisivo, nas relações do governo com a casa', diz Fernando Mitre

Fernando Mitre

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Fernando Mitre

Começou a carreira em Minas Gerais, onde passou por vários jornais, como “Correio de Minas” e “Diário de Minas”. Em São Paulo, integrou a equipe que criou o Jornal da Tarde, de o “Estado de S Paulo”. Dez anos depois, virou diretor de redação, posto que ocupou mais tarde, em duas outras oportunidades. Depois, assumiu a direção nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cargo que ocupa até hoje. Nesse período, produziu mais de 30 debates eleitorais, entre eles o primeiro presidencial da história do país na TV, em 89. É comentarista político no Jornal da Noite e entrevistador do programa político Canal Livre. Entre os diversos prêmios que recebeu, estão o Grande Prêmio da APCA, o Grande Prêmio do Clube de Criação de SP e três prêmios Comunique-se de “melhor diretor do ano”, valendo o título de “Mestre em Jornalismo”.

Uma vaia equivocada que apareceu, com sotaque petista, quando foi citado o nome de Arthur Lira (Progressistas), na posse do ministro Alexandre Padilha,  preocupou lideranças do governo, mais atentos ao difícil trabalho de organização da base de apoio a Lula na Câmara. A vaia pode não significar muita coisa, mas a preocupação que provocou… significa. 

E faz todo o sentido. Arthur Lira, que terá apoio da bancada do PT para a sua reeleição como presidente da Câmara, deve ser importante, para não dizer decisivo, nas relações do governo com a casa. 

Os cálculos do Planalto, considerando a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Transição e a nova Câmara que virá com 39% de renovação, chegam a um apoio de 320 votos. O líder José Guimarães fala nesse número. 

Precisando de 308 para aprovar uma PEC, essa folga é uma espécie de mínimo necessário. O desafio do governo vai ser duro na Câmara, talvez um pouco menos no Senado. Mas, se existe aí um erro a ser evitado, seria vaiar Artur Lira.

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