
Os tumores desmoides são formações raras que afetam tecidos moles, como músculos e camadas subcutâneas. Seu comportamento é imprevisível: podem crescer rapidamente ou, em alguns casos, regredir espontaneamente. Embora não apresentem potencial metastático, podem causar complicações locais significativas, dependendo de sua localização e do tamanho.
O diagnóstico preciso é essencial e requer um patologista experiente para evitar confusões com outras condições. O tratamento principal é cirúrgico, desde que a ressecção completa seja possível. Em alguns casos, a cirurgia isolada é suficiente, mas há risco de recidiva, mesmo quando as margens da remoção estão livres de tumor.
Quando a remoção completa não é viável, a radioterapia pós-operatória pode ser indicada.
Para tumores inoperáveis ou de crescimento agressivo, existem opções medicamentosas que incluem quimioterapia, tratamentos hormonais, anti-inflamatórios e inibidores de angiogênese e multiquinase.
Recentemente, o FDA (agência do governo dos Estados Unidos que regula produtos de saúde, alimentos e cosméticos) aprovou um novo medicamento, o nirogacestat, que ainda não está disponível no Brasil, mas deve chegar em breve como mais uma alternativa terapêutica. Com novas terapias em desenvolvimento, espera-se que o manejo desses tumores se torne cada vez mais eficaz, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Dr. Gustavo Schvartsman é oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer