
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta terça-feira, 25, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas. Eles foram denunciados por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Quem são os investigados?
Jair Bolsonaro – ex-presidente da República.
Walter Braga Netto – general do Exército, ex-ministro e vice na chapa de Bolsonaro em 2022.
General Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.
Almir Garnier – ex-comandante da Marinha.
Paulo Sérgio Nogueira – general do Exército e ex-ministro da Defesa.
Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso.
Segundo a PGR, o grupo fazia parte do "núcleo crucial" de um plano para manter Bolsonaro no poder. Entre as ações investigadas, estariam a tentativa de invalidar o resultado das eleições de 2022 e um plano de assassinato de autoridades, como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Quais são as acusações?
A PGR aponta que os acusados cometeram cinco crimes contra a democracia. Se condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Organização criminosa armada – de 3 a 8 anos de prisão.
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito – de 4 a 8 anos.
Golpe de Estado – de 4 a 12 anos.
Dano qualificado pela violência e grave ameaça – de 6 meses a 3 anos.
Deterioração de patrimônio tombado – de 1 a 3 anos.
O que acontece agora?
Caso o STF aceite a denúncia, os acusados se tornarão réus e responderão a um processo criminal, que pode levar a condenações.
Mauro Cid é o segundo nome mais buscado no Google
Um levantamento exclusivo feito pela Sala Digital Band Google mostra que, depois de Jair Bolsonaro, o nome mais procurado no Google entre os denunciados é o do tenente-coronel Mauro Cid.
Apesar do interesse de buscas pelo ex-presidente ser 79 vezes maior, a busca por Cid também chama atenção. Por isso, respondemos a seguir algumas das principais perguntas feitas a respeito dele no buscador:
Quem é Mauro Cid?
Mauro Cid é tenente-coronel do Exército Brasileiro e foi um dos assessores mais próximos de Jair Bolsonaro, atuando como ajudante de ordens e responsável pela gestão da agenda presidencial.
Mauro Cid foi preso?
Sim. Após o fim do governo Bolsonaro, ele foi preso por suspeita de falsificação de cartões de vacinação e, posteriormente, por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
O que aconteceu com Mauro Cid?
Em setembro de 2023, Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. No acordo, ele revelou detalhes sobre a falsificação de cartões de vacinação para Bolsonaro e sua família, a venda ilegal de joias recebidas como presentes oficiais e a elaboração de um plano para reverter o resultado das eleições de 2022.
As informações fornecidas por Cid foram utilizadas pela PGR para embasar a denúncia contra Bolsonaro e outros investigados. A defesa do ex-presidente questiona a confiabilidade da delação, mas as revelações seguem sendo peça-chave nos processos judiciais em andamento.