Prefeito de Itanhaém pede ajuda ao estado para fiscalizar rachas na areia após morte de turista

Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, foi atropelada enquanto passeava com uma amiga de bicicleta na faixa de areia; prefeitura instalou pedras na areia para evitar os rachas

da redação

Após uma turista ser atropelada e morrer, em 23 de março, durante uma corrida  ilegal de charretes na faixa de areia de Itanhaém, o prefeito da cidade, Tiago Cervantes (Republicanos), pediu ajuda ao governo do estado para monitorar a orla. 

Ele falou sobre o caso e as medidas que foram adotadas pela prefeitura em entrevista ao Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (31).

Segundo o prefeito, as práticas de racha de charrete e de cavalos acontecem desde 2021 quando ele assumiu o cargo pela primeira vez.  

Temos limitação financeira para fazer monitoramento de 100% da faixa de areia. Precisamos da ajuda do estado para monitorar melhor as nossas praias

Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, foi atropelada enquanto passeava com uma amiga de bicicleta na faixa de areia em uma praia de Itanhaém, no litoral paulista.  

Ela chegou a ser encaminhada para um hospital na Praia Grande com traumatismo cranioencefálico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 25 de março.  

A amiga que estava com ela declarou que viu a aproximação da charrete, mas contou que foi muito rápido e, quando ouviu o barulho, já viu a ciclista caída no chão.  

Instalação de pedras na faixa de areia

Segundo o prefeito da cidade, a prática costuma acontecer em uma praia na divisa da cidade com o município de Peruíbe.  

Como parte das ações contra as corridas de charrete, a prefeitura instalou pedras na faixa de areia.  

"A utilização de charretes em faixa de areia é ilegal. Já instalamos pontaletes, que foram vandalizados. A prefeitura, neste exato momento, colocou pedras para dificultar o trânsito desse tipo de veículo ali. Outras medidas também serão tomadas", disse o prefeito.  

"Cumprimento a polícia pela rápida prisão desse delinquente. Nós vamos tomar todas as medidas possíveis para que isso não ocorra mais", disse Cervantes. 

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