Um dos principais influenciadores fitness do Brasil, Renato Cariani virou alvo de operação contra o tráfico de drogas da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (12) (saiba mais no vídeo abaixo).
O fisiculturista ultrapassa 7 milhões de seguidores somente no Instagram, além de ser sócio da maior fabricante de suplementos da América Latina.
A casa do influencer foi um dos locais de busca e apreensão na investigação que apura o desvio de produtos utilizados na produção de crack e cocaína. O principal alvo da PF é a empresa Anidrol, indústria química da qual Cariani é sócio.
Além da Anidrol, o empresário é sócio da Supley, fabricante de suplemento que faturou R$ 830 milhões em 2022. Com sede na cidade de Matão (SP), o laboratório produz para a Max Titanium e Probiótica.
Milhões de seguidores
- Além dos mais de 7 milhões de fãs que Renato Cariani reúne no Instagram, o influenciador também angaria quase 6,5 milhões de inscritos no YouTube.
- Na redes sociais, ele também se apresenta como atleta, professor de química e educação física, empresário e youtuber.
- Ganhou visibilidade ao dar dicas de emagrecimento e de treinos físicos.
- Cariani também é o personal trainer de famosos, como o apresentador Danilo Gentili e o cantor MC Daniell.
- O fisiculturista, que já ganhou competições do tipo, também vende cursos online para um público apelidado de "Nação Cariani".
- As aulas vão desde preparação física até como criar seu canal no YouTube.
- "Conquiste o corpo dos seus sonhos, aprenda a treinar, a se alimentar melhor e a se organizar para o sucesso. Diga adeus à procrastinação e dê as boas-vindas a uma versão melhor de si mesmo", diz a apresentação do curso.
- Um dos professores do "Nação" é Tatiana Cariani, nutricionista e esposa de Renato.
- Os dois são pais de Valentina, de 2 anos.
- Entre os imóveis do influenciador, está um mansão em Campos do Jordão, que a família usa em períodos de descanso.
Químicos que produziriam crack
Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. As investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos. “Laranjas” seriam usados para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais.
Foram identificadas 60 transações vinculadas à atuação desta organização criminosa, totalizando o desvio de 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila). O montante corresponde a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.
O influenciador disse que não teve acesso ao conteúdo do processo. "Várias empresas estão sendo investigadas e o processo corre em segredo de Justiça. Meus advogados agora vão dar entrada pedindo para ter acesso", afirmou Cariani nesta terça-feira.