O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou, nesta quinta-feira (9), rumo aos Estados Unidos, onde cumprirá agenda com o presidente americano, Joe Biden. Enquanto estiver fora do Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) o substitui como chefe do Poder Executivo.
Nas redes sociais, Lula desejou bom trabalho a Alckmin. Na publicação, os dois aparecem numa foto em que dão um aperto de mão. Na sequência, um vídeo mostra o petista entrando no avião.
“Embarcando para os EUA para encontro com o presidente Biden. Até a minha volta no sábado, @geraldoalckmin [Geraldo Alckmin] fica na presidência. Bom trabalho”, escreveu Lula no Twitter.
1º encontro com Biden desde a posse
Esta é a primeira viagem de Lula aos EUA após retornar à presidência da República. O petista também se encontrará com parlamentares democratas, a exemplo do senador Bernie Sanders.
A comitiva será composta pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Anielle Franco (Igualdade Racial).
Lula será recebido por Biden na próxima sexta-feira (10), na Casa Branca, sede do governo americano e residência oficial do presidente, em Washington.
Combate ao discurso de ódio
Lula vai aos EUA a convite de Biden. Segundo o governo brasileiro, os dois países enfrentam desafios semelhantes ligados à radicalização política e ao discurso de ódio no espaço virtual. Ambas as nações são consideradas as maiores democracias do continente americano.
O Brasil também vai reforçar o compromisso com a conservação ambiental e a busca de um maior engajamento dos países desenvolvidos no cumprimento de financiamentos na área climática.
Esfera econômica
Na esfera econômica, busca-se a dinamização de investimentos, em particular na transição energética e geração de energia limpa, além de maior integração das cadeias produtivas.
Vale lembrar que os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e principal destino das exportações brasileiras de produtos industrializados. Nos últimos anos, as relações entre os governos estavam estremecidas devido à resistência do então presidente Jair Bolsonaro (PL) a Biden.
A agenda também debaterá os direitos humanos, em particular em temas como o combate à fome e à pobreza em âmbito global, os direitos dos povos indígenas e o combate ao racismo, além da integração dos dois milhões de brasileiros que vivem nos EUA, nossa maior comunidade no exterior.