O presidente do Banco Central pediu boa vontade do mercado financeiro com o governo federal. Roberto Campos Neto tem sido cobrado duramente por não reduzir a taxa de juros.
“O investidor é muito apressado, é muito afoito. A gente precisa ter um pouco mais de boa vontade com o governo, 45 dias é pouco tempo. Acho que tem tido uma boa vontade enorme do ministro Haddad, de falar: olha, temos aqui um princípio de seguir um plano fiscal com disciplina, tem um arcabouço que está sendo trabalhado”, disse durante conversa com investidores.
Nesta segunda-feira (13), no Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, ele negou atuação política e ressaltou que vai fazer o que for necessário para se aproximar do governo.
Trégua
O assunto foi discutido, nesta terça-feira (14), em encontro do presidente Lula com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Lula disse a Haddad que apesar das pressões do mercado, o debate sobre os juros é importante e vai continuar a ser travado pelo governo, mas ficou acertada uma espécie de trégua.
Autoridades vão evitar "fulanizar" a discussão, com críticas diretas à pessoa do presidente do banco central. Cobranças mais duras, se necessárias, vão partir do PT.