Há um ano, o congolês Moïse Kabagambe foi morto com mais de 30 pauladas, na orla da Barra da Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. O imigrante foi encontrado morto e amarrado pela polícia e o crime foi flagrado por câmeras de segurança, mas o processo para punir os agressores segue a passos lentos na Justiça.
Nesta terça-feira (24), a família e amigos participaram de um ato no Cristo Redentor para relembrarem a vida de Moïse e pedirem Justiça pelo congolês. Aleson Fonseca, Brendon Alexandre e Fábio Pirineus foram presos uma semana após o crime e são réus por homicídio triplamente qualificado.
Além deles, três pessoas são indiciadas por omissão de socorro e os donos do quiosque e de um estabelecimento vizinho respondem por trabalho análogo à escravidão. Mas o Ministério Público pediu para as pessoas falarem em juízo, o que vai acontecer na primeira audiência do caso, que sequer tem data marcada.
A morte de Moïse acendeu um alerta para o crescimento da comunidade de refugiados no Brasil. Grupos que estavam praticamente invisíveis aos olhos das autoridades, diante da falta de políticas públicas.
Na segunda-feira (23), o governo federal lançou o Observatório Moïse Kabagambe, com o objetivo de acolher e proteger refugiados que chegam ao Brasil. Em janeiro, a prefeitura do Rio criou o Centro de Referência para Imigrantes e Refugiados, que vai oferecer assistência social a esses grupos.