
Um brasileiro-palestino de 17 anos, acusado de atacar um soldado no ano passado, morreu numa prisão de Israel. O Itamaraty cobrou explicações. Nesta segunda-feira (24), bombardeios israelenses na Faixa de Gaza mataram mais de 60 palestinos.
Os ataques são diários e intensos. Um repórter estava se preparando para entrar no ar quando uma bomba explode. Era Israel atacando, na noite de domingo, o Hospital Nassar, em Khan Younis. Um diriginte do Hamas foi morto nesse bombardeio.
Os bombardeios voltaram há cerca de 1 semana e sem piedade.
Nos últimos dias, mais de 700 palestinos perderam a vida, incluindo mais de 200 crianças, segundo o Ministério da Saúde na Faixa de Gaza. O conflito, que já dura um ano e meio, passou da marca de 50 mil mortes no lado palestino.
A ofensiva israelense voltou a ganhar força novamente após o governo do país se recusar a avançar para a segunda fase do acordo de cessar-fogo firmado em janeiro com o Hamas.
Em Israel, um brasileiro-palestino morreu na cadeia. O jovem Walid Khaled Abdallah, de 17 anos, que tinha um pai brasileiro, estava detido desde o ano passado, acusado de agredir soldados israelenses.
A família está em choque segundo a diplomacia brasileiro, e o governo do Brasil questiona as circunstâncias da morte, suspeitando de negligência médica.
O Egito, um importante intermediador, colocou na mesa uma outra proposta de cessar-fogo. O Hamas libertaria 5 reféns vivos. Israel soltaria prisioneiros palestinos, liberaria a entrada de ajuda humanitária e interromperia os bombardeios.
O grupo palestino respondeu positivamente, mas Israel ainda não confirmou se aceita a proposta.
Protestos tomaram as ruas de Tel Aviv e Jerusalém. Manifestantes acusam o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de prolongar o conflito por interesses particulares.