Após ataque a comboio de ambulâncias, Israel dispara contra escola em Gaza

Depois de apoiar de forma irrestrita o exército israelense, o governo americano tem demonstrado uma preocupação com a morte de civis em Gaza

Da redação

Após ataque a comboio de ambulâncias, Israel dispara contra escola em Gaza
Israel bombardeia escola na Faixa de Gaza
Reuters

Depois do ataque a um comboio de ambulâncias, o exército israelense bombardeou, neste sábado, uma escola administrada pela ONU, no campo de refugiados Jabalia, na Faixa de Gaza. A justificativa do governo de Tel Aviv é a caça a terroristas do Hamas. A nova investida a civis causou revolta.

Segundo o Ministério da Saúde da Gaza, controlado pelo Hamas, 20 pessoas morreram em decorrência do ataque. Sobre o comboio de ambulâncias, Israel justificou dizendo que o alvo era um veículo usado pelo Hamas para transportar combatentes.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que ficou horrorizado com o bombardeio. Ao mesmo tempo, disse que não se esqueceu dos ataques do Hamas em Israel e voltou a pedir a libertação dos reféns.

A ONG Crescente Vermelho, em operação em Gaza, afirmou que uma das ambulâncias foi atingida. Um míssil teria caído a dois metros da entrada do hospital Al-Shifa.

O ataque às ambulâncias aumentou a preocupação com as condições das equipes médicas que trabalham no enclave palestino. No total, 15 pessoas morreram e 60 ficaram feridas.

Preocupação dos EUA

Após apoiar de forma irrestrita o exército israelense, o governo americano tem demonstrado uma preocupação com a morte de civis em Gaza. A Casa Branca pediu uma pausa temporária nos ataques.

Hoje, o secretário de estado americano se reuniu com lideranças de países árabes após visitar Tel Aviv. Anthony Blinken afirmou que eles concordaram que o Hamas não pode mais controlar Gaza e que o caminho é a criação de um estado Palestino.

Evacuação de estrangeiros

Na fronteira com o Egito, o clima é de ansiedade e preocupação. Na quarta lista de estrangeiros autorizados a deixar Gaza estão americanos (386), britânicos (112), franceses (51) e alemães (50). Mais uma vez, brasileiros ficaram fora da lista.

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