Apesar do aumento de casos de Covid-19 na cidade de Serrana (SP), a 320 km de São Paulo, os números de internações e mortes pela doença continuam em baixa.
No primeiro semestre de 2021, o município no interior paulista foi palco de uma pesquisa de vacinação em massa com a CoronaVac, em parceria com o Instituto Butantan.
Em entrevista nesta segunda-feira (29) à Rádio BandNews FM, o hematologista Pedro Garibaldi -- um dos pesquisadores do "Projeto S" -- diz que a vacina vem funcionando como previsto.
Segundo o médico, a redução das medidas de proteção e o fato de a vacinação já ter ocorrido há algum tempo na cidade são fatores que levaram ao aumento de casos da Covid-19.
Garibaldi diz que, com a CoronaVac, o tempo de proteção é de cerca de seis meses -- por isso a importância das doses de reforço.
“Uma das questões é o tempo da vacinação. Quanto tempo dura essa imunidade, em quanto tempo os casos vão voltar a aumentar. Serrana está mostrando isso, pelo menos com a CoronaVac, que esse período gira em torno de seis meses para voltar ao aumento do número de casos sintomáticos”, explicou.
“A outra causa é realmente a flexibilização. Se eu tenho um aumento do tempo de vacinação, a redução da imunidade, e somado à flexibilização que tem acontecido, a redução nas medidas de proteção, somado também àquelas pessoas que não vacinaram -- a gente tem uma porcentagem, embora pequena --, isso tudo gera isso que a gente está vendo hoje”, completou.
Entre fevereiro e abril deste ano, ao longo de oito semanas, cerca de 27 mil moradores do município de Serrana receberam o esquema vacinal completo. Ou seja, duas doses da CoronaVac com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda.
O estudo indicou que a pandemia pode ser controlada com 75% da população adulta imunizada.