Fernando Mitre

Mitre: O que esperar do debate americano

Fernando Mitre

Começou a carreira em Minas Gerais, onde passou por vários jornais, como “Correio de Minas” e “Diário de Minas”. Em São Paulo, integrou a equipe que criou o Jornal da Tarde, de o “Estado de S Paulo”. Dez anos depois, virou diretor de redação, posto que ocupou mais tarde, em duas outras oportunidades. Depois, assumiu a direção nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cargo que ocupa até hoje. Nesse período, produziu mais de 30 debates eleitorais, entre eles o primeiro presidencial da história do país na TV, em 89. É comentarista político no Jornal da Noite e entrevistador do programa político Canal Livre. Entre os diversos prêmios que recebeu, estão o Grande Prêmio da APCA, o Grande Prêmio do Clube de Criação de SP e três prêmios Comunique-se de “melhor diretor do ano”, valendo o título de “Mestre em Jornalismo”.

Quando um candidato estiver falando, o microfone estará fechado para o adversário. Kamala Harris não queria a regra assim, mas perdeu essa para Trump. Para ganhar tentar ganhar o debate, ela está há alguns dias num hotel, na Pensilvânia, se preparando, treinada por uma especialista, que orienta candidatos democratas desde Hilary Clinton. O debatedor escalado usa até roupa como as de Trump. 

O ex-presidente também treina, mas não divulga isso. Ele sabe ser agressivo num debate. Ela também tem a língua afiada. Vamos ver. 

Eles partem para o confronto quando há empate técnico nas pesquisas nos seis Estados chamados pêndulos, essenciais para definir a eleição. Ela tem um desafio especial: defender mudanças e explorar acertos, mas também reconhecer erros do governo Biden do qual ela faz parte, convencendo que está disposta a corrigi-los. 

Pode ser que haja menos confronto de ideias programáticas e mais discursos paralelos, sempre contando com os ataques. O primeiro debate foi decisivo para Biden. Este será decisivo para a eleição.

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