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PCC: criminoso acusado de organizar e planejar morte de 'Gegê do Mangue' e 'Paca' vai a júri

O Brasil Urgente usou a tecnologia da inteligência artificial para reconstituir a execução dos líderes do PCC, conhecidos como ‘Gegê do Mangue’ e 'Paca', em uma reserva indígena, localizada em Fortaleza, no Ceará

Felipe Garraffa

Acusado de participar do duplo homicídio dos líderes do PCC, "Gegê do Mangue", e "Paca", Tiago Lourenço de Sá de Lima, conhecido como “Tiririca”, será levado a júri popular. O Ministério Público apresentou a denúncia contra Tiririca e o apontou como o responsável por estar no planejamento e na execução das lideranças da facção paulista. As mortes de Gegê do Mangue e Paca promoveram um racha no PCC.

Tiago chegou a ser acusado em abril do ano passado. A defesa recorreu da sentença para que o nome fosse retirado da denúncia, mas não funcionou. Ao todo, 10 pessoas foram denunciadas por participação no caso. Destes, sete foram acusados, um deles morreu durante o processo, um está foragido e o outro, que havia ficado fora da lista de denunciados agora também será julgado. 

O processo já conta com mais de nove mil páginas, mas foi desmembrado pela Justiça para acelerar a análise e dar inícios as sentenças. 

Dia 13 de fevereiro de 2018, terça de carnaval, duas horas da tarde, o helicóptero da morte chegou em Fortaleza. A bordo, o piloto Felipe Moraes, Wagner Ferreira, o “Cabelo Duro” e outros quatro criminosos contratados para participar do plano de execuções. 

Através das imagens de um hangar, a polícia cearense identificou os seis envolvidos nas mortes de Gegê do Mangue e Paca. Um deles, Cabelo Duro, foi morto com tiros de fuzil. Em imagens gravadas momentos antes do crime, aparecem o piloto da aeronave, Cabelo Duro, além de Erick Machado Santos, Ronaldo Pereira Costa, André Luiz Lopes e Thiago Lourenço de Sá Lima. 

Os vídeos mostram a quadrilha as nove horas da manhã do dia 15 de fevereiro, na sala de embarque do hangar, em Fortaleza. Segundo a investigação, o piloto Felipe Moraes fez dois voos. No primeiro, levou Cabelo Duro e outros quatro criminosos até a reserva indígena de Aquiraz, na Grande Fortaleza, local da emboscada e execuções. 

Uma hora mais tarde saiu com Cabelo Duro para buscar Gegê do Mangue e Paca, em um local próximo do condomínio onde os líderes do PCC moravam com as famílias. A promessa de levar Gegê e Paca até São Paulo, foi interrompida na reserva indígena. 

Uma suposta pane, fez Felipe pousar na tribo de Aquiraz, onde quatro criminosos contratados por Cabelo Duro e Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho” mataram Gegê e Paca a tiros e facadas. 

Segundo a polícia, Fuminho, um fornecedor de drogas para a facção criminosa paulista, seria o mandante das execuções. Para a investigação, as execuções tiveram o aval de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, número um do PCC. O desvio de dinheiro da facção seria um dos motivos das mortes. 

Só em um condomínio, na Grande Fortaleza, Gegê e Paca ostentavam um patrimônio de mais de R$ 12 milhões, entre mansões e carros de luxo. Segundo a investigação, Felipe construiu um patrimônio milionário transportando drogas e armas para o PCC. 

Ele chegou a ser flagrado levando nas aeronaves dezenas de quilos de cocaína. A primeira prisão aconteceu no sertão do Piauí a caminho de Fortaleza, a segunda em Curvelo (MG) e a terceira em Sorocaba, no interior de SP. Mas, o acusado nunca passou muito tempo atrás das grades.

Ele, inclusive, prestou um longo depoimento ao MP do Ceará, documento que o Brasil Urgente teve acesso O piloto Felipe foi morto em Goiás depois de um tiroteio com a polícia.

O Brasil Urgente usou a tecnologia da inteligência artificial para reconstituir a execução dos líderes do PCC, conhecidos como ‘Gegê do Mangue’ e 'Paca', em uma reserva indígena, localizada em Fortaleza, no Ceará.

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