
Angie Paola Hoyos foi presa na colômbia pela Interpol quando tentava embarcar para a República Dominicana. Principal alvo da operação Medelín, do Ministério Público do Rio, a colombiana foi extraditada e está detida no Complexo de Gericinó, na zona oeste.
Ela é acusada de integrar uma organização criminosa especializada no golpe do “Boa noite, Cinderela”. Sepois de marcar encontros em aplicativos na internet com as vítimas, Angie aplicava uma substância que dopava e apagava os homens e depois, eles eram roubados. A quadrilha agia no Rio de Janeiro e em São Paulo. Todos foram denunciados pelo MP.
Em depoimento, uma vítima disse que a golpista pediu a senha do celular para trocar de música. Depois, "perdeu a consciência e só veio acordar 10 horas do dia seguinte". "Ao recobrar a consciência" o homem percebeu que teve o celular roubado pela colombiana e que "foram feitas diversas transações de criptoativos com prejuízo de mais de 23 mil dólares", cerca de R$ 130 mil.
O Ministério Público do Rio conseguiu identificar os comparsas de Angie. Eles providenciaram "deslocamentos, hospedagem, acesso a serviços de salão de beleza" para aplicar o golpe. Eles foram presos depois de voltarem ao brasil para cometerem mais crimes.
A segunda fase da operação Medelín identificou mais uma golpista da quadrilha. Junto com Angie, ela se apresentava como empresária e pedia orientações para aplicar em criptomoedas. Era o início do golpe. Foi assim no Brasil e na Colômbia. Ela também foi presa e deve ser extraditada pelo governo colombiano para o Brasil.
Os promotores do Ministério Público do Rio identificaram uma movimentação de milhões de reais dos golpistas principalmente em criptomoedas. As investigações continuam para encontrar novos integrantes do bando e recuperar o dinheiro roubado. Apenas em São Paulo, 12 possíveis vítimas foram localizadas pelo MP.
Na fase 1 da operação Medelín, dos quatro réus, três estão condenados por roubo impróprio. A decisão foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça.