Mulher é presa suspeita de participar de quadrilha que aplicava golpe do ‘Boa noite, Cinderela’

Os promotores do Ministério Público do Rio identificaram uma movimentação de milhões de reais dos golpistas principalmente em criptomoedas

Por Marcus Sadok

Mulher é presa suspeita de participar de quadrilha que aplicava golpe do ‘Boa noite, Cinderela’
Mulher é presa suspeita de participar de quadrilha que aplicava golpe do ‘Boa noite, Cinderela’
Reprodução/Brasil Urgente

Angie Paola Hoyos foi presa na colômbia pela Interpol quando tentava embarcar para a República Dominicana. Principal alvo da operação Medelín, do Ministério Público do Rio, a colombiana foi extraditada e está detida no Complexo de Gericinó, na zona oeste. 

Ela é acusada de integrar uma organização criminosa especializada no golpe do “Boa noite, Cinderela”. Sepois de marcar encontros em aplicativos na internet com as vítimas, Angie aplicava uma substância que dopava e apagava os homens e depois, eles eram roubados. A quadrilha agia no Rio de Janeiro e em São Paulo. Todos foram denunciados pelo MP.

Em depoimento, uma vítima disse que a golpista pediu a senha do celular para trocar de música. Depois, "perdeu a consciência e só veio acordar 10 horas do dia seguinte". "Ao recobrar a consciência" o homem percebeu que teve o celular roubado pela colombiana e que "foram feitas diversas transações de criptoativos com prejuízo de mais de 23 mil dólares", cerca de R$ 130 mil. 

O Ministério Público do Rio conseguiu identificar os comparsas de Angie. Eles providenciaram "deslocamentos, hospedagem, acesso a serviços de salão de beleza" para aplicar o golpe. Eles foram presos depois de voltarem ao brasil para cometerem mais crimes.

A segunda fase da operação Medelín identificou mais uma golpista da quadrilha. Junto com Angie, ela se apresentava como empresária e pedia orientações para aplicar em criptomoedas. Era o início do golpe. Foi assim no Brasil e na Colômbia. Ela também foi presa e deve ser extraditada pelo governo colombiano para o Brasil.

Os promotores do Ministério Público do Rio identificaram uma movimentação de milhões de reais dos golpistas principalmente em criptomoedas. As investigações continuam para encontrar novos integrantes do bando e recuperar o dinheiro roubado. Apenas em São Paulo, 12 possíveis vítimas foram localizadas pelo MP.

Na fase 1 da operação Medelín, dos quatro réus, três estão condenados por roubo impróprio. A decisão foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça.

Tópicos relacionados