O acordo entre Israel e o Hamas para trégua temporária e a libertação de reféns do grupo extremista foi adiado e só devem começar nesta sexta-feira (24), informou o governo israelense.
Está prevista a libertação de pelo menos 50 (30 crianças e 20 mulheres) de mais de 200 reféns sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro, em troca da libertação de 150 prisioneiros palestinos e de uma trégua de quatro dias. A negociação, que durou semanas, foi mediada pelo Catar.
“As negociações sobre a libertação dos nossos reféns estão avançando e continuam constantemente”, disse o conselheiro de Segurança Nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, em comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “O início da liberação ocorrerá conforme o acordo original entre as partes, e não antes de sexta-feira”, continuou.
Adel Abdel Ghafar, do Conselho de Assuntos Globais do Médio Oriente, disse à Al Jazeera que é importante que o acordo de trégua avance, porque também serve como uma “medida de construção de confiança” entre os dois lados. “Isso poderia realmente ser transformado no futuro em algo mais permanente e mais durável”, declarou.
Com o atraso no acordo entre Israel e Hamas, as tensões no Oriente Médio continuam. O diretor do hospital Al-Shifa foi detido pelas forças israelenses e confrontos na fronteira com o Líbano.
O que prevê o acordo
De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense, o pacto possibilita ainda de que o número de reféns libertados seja estendido para 80, assim como a trégua de quatro dias pode ser ampliada por vários outros dias. Israel afirmou que para cada dez reféns adicionais libertados haverá um dia a mais de trégua. O Hamas levará os reféns para o Egito pela passagem de Rafah em grupos diários de cerca de dez pessoas e, de lá, eles serão entregues a Israel.
Por sua vez, Israel deve libertar cerca de 150 prisioneiros palestinos, também em sua maioria mulheres e menores de idade que não foram condenados por crimes de sangue.