A Polícia Federal tem 60 dias para analisar o material e o conteúdo eletrônico aprendido na operação do último domingo (24). O prazo foi estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes.
As ações tiveram por objetivo a coleta de novas provas contra os autores intelectuais dos crimes e, ainda, apurar eventuais práticas de obstrução de justiça e organização criminosa.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o resultado da análise permitirá que o órgão "forme seu juízo definitivo acerca dos crimes praticados, o que precede o ajuizamento da respectiva ação penal".
A Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro vai requisitar o inquérito da Policia Federal que acusa o envolvimento de servidores da Polícia Civil no planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Segundo a Polícia Federal, o delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil à época do crime, deu orientações aos irmãos Brazão, mandantes do assassinato, de como a execução deveria ser feita.
O delegado Giniton Lages, então titular da Divisão de Homicídios da capital, e o comissário Marco Antônio de Barros Pinto são investigados por obstrução das investigações.