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Vacinação contra covid-19 deve excluir quem já foi infectado, diz Dimas Covas

Da Redação, com Metro Jornal

Covid-19: quatro vacinas acessíveis ao Brasil avançam para fase mais importante de testes Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, comentou sobre uma possível exclusão de pessoas que já tiveram a covid-19 – doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2 – da campanha inicial de aplicação de uma possível vacina.

A possibilidade foi levantada durante ação de testagem na Brasilândia, zona norte de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19). “Os estudos clínicos que estamos fazendo são exatamente para responder a essas questões. Num primeiro momento, aqueles que não tiveram a infecção, e num segundo momento, aqueles que tiveram.”

A necessidade de vacinar posteriormente a população que já teve covid-19 é recomendada pelo desconhecimento sobre a doença. “Obviamente o indivíduo que já teve a infecção tem uma proteção natural, existe uma certa dúvida de isso é protetor, por quanto tempo, mas já existe essa proteção.”

Segundo Covas, o país deve continuar registrando novos casos de covid-19 após a virada do ano, quando se espera que a distribuição de doses tenha início. Para isso, é preciso que ao menos uma das diversas vacinas em testes tenham sua eficácia comprovada.

No Instituto Butantan, uma parceria com o laboratório privado chinês Sinovac Biotech avalia, na terceira fase, se a fórmula pode agir contra o coronavírus. Outras três pesquisas já foram autorizadas pela Anvisa para testes no país.

Caso seja aprovada, a duração e proporção da campanha de vacinação vai depender do número de doses disponíveis aos brasileiros. “Normalmente, uma campanha dura de três a quatro meses. Depende muito do quantitativo de vacinas que o Ministério da Saúde vai conseguir incorporar”, explicou Covas.

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