Em 2025, Dudu Barrichello realizará o que considerava um sonho: correr no WEC. O piloto brasileiro é titular da Racing Spirit of Léman, e está a bordo do Aston Martin Vantage AMR GT3 Evo da equipe francesa ao lado do norte-americano Derek DeBoer e do francês Valentin Hasse-Clot.
Na sua estreia no campeonato de resistência da FIA, nos 1812 Km do Catar, Dudu foi acompanhado por Rubinho durante toda a prova, e terminou na 9ª colocação com o seu Aston Martin #10. Durante o programa “Bandeirada” da Rádio Bandeirantes, o piloto comentou como começaram as conversar com a Racing Spirit of Léman.
"Eu fui chamado para fazer um teste no final de 2023 no carro, no circuito de Snetterton, na Inglaterra. Dei 10, 15 voltas e as conversas começaram aí. Só que eu já tinha um contrato fechado para a Stock Car em 2024. Não consegui fazer o ano de GT. No final do ano passado as conversas voltaram e eu fechei o contrato. Eu tive que abraçar essa oportunidade", comentou.
Após três temporadas na Stock Car, Barrichello comentou quais foram as principais dificuldades em se adaptar com a nova categoria e o novo carro.
“A adaptação foi muito complexa. Eu acho que é essa a palavra. A tecnologia em si, eu estudei mais de uma semana, toda noite, para poder guiar um carro com tantos botões. Na primeira vez, eu me senti dentro de um avião”.
“Realmente ali o objetivo é outro, é terminar a prova. Na Stock, às vezes a gente acabava sem porta, sem retrovisor e o objetivo era ir para frente. Quando, na verdade no endurance, a gente representa a marca de fato. Eu tive que me adaptar, o carro faz muita coisa sozinho. O carro é como se fosse uma Smart TV. Teve vícios que eu tive que tirar porque o carro já faz por mim”, finalizou.