Vem aí mais uma etapa da temporada 2023 da Fórmula 1: entre os dias 28 e 30 de abril acontece o GP do Azerbaijão, realizado no circuito de Baku.
Desde que entrou no calendário da Fórmula 1, em 2016, o Azerbaijão foi palco de corridas bastante diversas. As incertezas em relação à etapa se dão principalmente pelo traçado peculiar do circuito de Baku.
A seguir, conheça o circuito de Kanu e entenda por que a corrida no Azerbaijão é uma das mais temidas do calendário da F1.
Como é o circuito de Baku
A pista em Baku é considerada uma das mais imprevisíveis da F1 por ter um layout diferente do comum. Enquanto o começo e o fim da volta são compostos de longas retas, o miolo do traçado é de trechos curtos e curvas mais fechadas.
Desta forma, é difícil encontrar um acerto que seja satisfatório para o carro (e para o piloto) em 100% do tempo, já que a pista ora privilegia carros mais rápidos, ora funciona melhor para quem está mais ajustado nas curvas. Vale destacar que a prova da F1 é realizada em um circuito de rua na capital do Azerbaijão.
Falando do traçado, o circuito do Azerbaijão tem 6 km de extensão e 20 curvas.
Ele mistura trechos de alta velocidade, em que os carros podem atingir 340 km/h, e curvas muito travadas, típicas da capital do país. Existe uma diferença de quase dez metros de largura entre as curvas (18 metros a mais larga, oito metros a mais estreita). Um trecho que chama bastante atenção é a sequência entre as curvas 8 e 10, que é bem estreito.
Pista “mais difícil” e que produz ”corridas caóticas"
Esta é uma pista que pode produzir algumas corridas caóticas, então precisamos estar prontos para aproveitar cada oportunidade. Pode ser bem divertido no domingo - Valtteri Bottas, vencedor da prova em 2019 pela Mercedes.
Para Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes, o traçado oferece "desafios semelhantes” aos de Mônaco em boa parte da volta.
“O desafio de Mônaco é sua natureza de baixa velocidade; é um traçado muito abaulado, e nós sofremos com o carro”, afirma Shovlin.
Temos muitas pistas de rua agora na Fórmula 1. Eu gosto delas, uma vez que não há margem para erros. Baku é uma pista onde ultrapassar é bem possível - Fernando Alonso.
Em 2016, quando teve o primeiro contato com o circuito, Sergio Pérez, hoje na Red Bull, seguiu a linha de que a pista não dá margem para erros. À época, ele considerou o trajeto o mais difícil da Fórmula 1.
“É a mais difícil. Há pouco espaço para os erros. Se você comete um erro, perde alguns segundos ou pode bater no muro. É como Mônaco, mas é mais rápido”, disse. É muito desafiador", afirmou o mexicano.