Tubarão mako é documentado pela primeira vez nadando em águas cariocas

O registro foi feito pelo mergulhador Andrew Macau neste domingo (23), entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras e Ipanema

Tubarão mako é documentado pela primeira vez nadando em águas cariocas
Um dos nadadores mais rápidos dos oceanos, um tubarão mako
Reprodução

O tubarão da espécie mako que foi documentado pela primeira vez em águas cariocas neste domingo (23), chegou ao Rio de Janeiro através das correntes marítimas. Segundo especialistas, o animal é muito visto nos litorais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Sul do país, e seu cumprimento total pode chegar a 3 metros. 
 
O pesquisador do Instituto Mar Urbano, Nathan Lagares, afirma que a espécie não leva riscos a banhistas e contou sobre a raridade que é vê-la pelo litoral do Rio. 
 
De acordo com órgãos nacionais e internacionais de conservação, a espécie está ameaçada de extinção por causa da pesca. Segundo o Instituto Mar Urbano, o aparecimento do predador reforça o papel essencial dos tubarões para o equilíbrio do ecossistema marinho. 
 
O animal pode nadar até 70 quilômetros por hora, superando a velocidade de algumas embarcações. 
 
De acordo com o biólogo do AquaRio, Rafael Franco, os tubarões mako representam mais de 5% do número de tubarões pescados nos litorais brasileiros. 

Apesar de não indicar nenhum tipo de ameaça, cariocas ficaram assustados. De acordo com o Instituto Mar Urbano, mais de 80 milhões de tubarões são mortos, por ano, em todo o mundo. 

O professor de mergulho, Andrew Macau, responsável pelo flagrante, conta sobre a experiência de encontrar a espécie durante um nado rotineiro.  

E para a nossa surpresa esse lindo animal veio até nós. Tivemos essa oportunidade de pegar a câmera, entrar na água e deparar com esse lindo animal, o tubarão mako, que é tão raro. Foi a primeira vez que eu tive essa oportunidade aqui no Rio de Janeiro

A aparição deste animal não deve soar alerta para nadadores da Zona Sul carioca. De acordo com dados do Museu da Flórida, nos Estados Unidos, em quase 100 anos, houve registros de apenas 7 interações fatais com tubarões no Rio de Janeiro. 

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