PM é preso em flagrante durante operação que mira envolvidos na morte de advogado em 2024

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão

Por Maria Eduarda Vieira

PM é preso em flagrante durante operação que mira envolvidos na morte de advogado em 2024
Rodrigo Crespo, de 42 anos, foi morto a poucos metros da sede da OAB
Reprodução

Um policial militar é preso em flagrante com arma sem registro durante uma operação da Delegacia de Homicídios da Capital contra suspeitos de envolvimento na execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo, assassinado na porta da OAB, no Centro do Rio, em fevereiro do ano passado. A operação está sendo realizada nesta quarta-feira (2) e conta com apoio da Polícia Militar e do Ministério Público.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão três policiais militares e quatro criminosos identificados como matadores de uma organização criminosa.

Três pessoas estão presas por terem monitorado a vítima e feito a logística do crime: Leandro Machado da Silva, César Daniel Môndego de Souza e Eduardo Sobreira Moraes.  

A Polícia ainda identificou um quarto suspeito Ryan Patrick Barboza de Oliveira, que também monitorou a vítima. Ele foi preso em agosto do ano passado por envolvimento em outro crime. Ele é acusado de monitorar e coordenar o assassinato do sócio de um bar em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, que teria pegado dinheiro de máquinas caça-níqueis do grupo chefiado pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

As investigações apontaram que existe um grupo de matadores de aluguel, responsável por diversos homicídios a mando de uma organização criminosa que explora o comércio ilegal de cigarros e atividades contravencionais.  

De acordo com a Civil, o grupo era chefiado pelo ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, vulgo "Sem Alma". Ele possui cinco mandados de prisão preventiva e está foragido.  

Rodrigo Crespo, de 42 anos, foi morto a poucos metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Centro do Rio. O crime ocorreu em fevereiro do ano passado.

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