
O acordo inédito assinado nesta segunda-feira (31) entre a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social pretende restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia.
O documento, que prevê a contratação de créditos de carbono gerados a partir de restauração florestal, foi assinado pela presidente da companhia, Magda Chambriard, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em uma cerimônia no Centro do Rio.
Nomeado de ProFloresta+ o programa pretende capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono. O número equivale ao emitido anualmente por quase 8 milhões de carros movidos a gasolina.
A fase inicial da iniciativa prevê um edital para a contratação de até 5 milhões de créditos de carbono em uma área de cerca de 15 mil hectares. Ao todo, serão investidos R$ 450 milhões na restauração e 4.500 empregos serão gerados na primeira etapa.
Segundo o presidente do BNDES, uma consulta pública ao mercado foi aberta nesta segunda-feira para que os interessados possam contribuir com a minuta do primeiro edital, que deve ser lançado em julho deste ano.
Durante o evento, Magda Chambriard ressaltou que a iniciativa é audaciosa e abre portas para uma revolução verde.
O acordo é a primeira transação de carbono de restauração a qual se dará transparência sobre o preço contratado e os parâmetros técnicos contemplados.