O setor de serviços permanece estável na passagem de outubro para novembro e registra o segundo mês consecutivo sem crescimento. Mesmo assim, os resultados mostram um nível mais de 10% acima do patamar pré-pandemia e bem próximo ao recorde registrado em setembro do ano passado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE.
De acordo com o instituto, de março a setembro do ano passado, o índice acumulou um crescimento de quase 6%. Mas a desaceleração de atividades importantes nos últimos meses, como os setores de tecnologia da informação e transporte de cargas, motivou a estagnação.
Três das cinco atividades registraram queda em novembro. O principal destaque é tecnologia da informação, que recuou mais de 4%, depois de ter estagnado, após meses seguidos de alta.
De acordo com o analista da Pesquisa Mensal de Serviços, Luiz Almeida, essa atividade teve os principais impactos do estudo, tanto positivo quanto negativo.
Também influenciaram negativamente o resultado as atividades classificadas como Outros Serviços e os Serviços Prestados às Famílias, que teve a segunda queda, após sete meses de altas consecutivas. Além disso, o Serviço às Famílias é o único setor que ainda está abaixo do nível pré-pandemia.
Apesar da queda, a manicure Thais Moura comemorou o retorno da clientela.
A tatuadora Allana Glauco espera que o movimento cresça ainda mais.
Na comparação com novembro de 2021, o volume de serviços avançou 6,3%. De janeiro a novembro de 2022, a taxa ficou em 8,5%. O resultado acumulado é o menos intenso desde outubro de 2021, quando a taxa foi de pouco mais de 8%.