As regiões metropolitanas I e II, que englobam a capital fluminense, cidades como Niterói e São Gonçalo, além de municípios da Baixada Fluminense, são as que concentram o maior número de casos de tuberculose no Rio de Janeiro. Juntas essas regiões somam mais de 84% de todos os casos do estado. Já a Região Serrana é a com maior porcentual de casos novos: quase 90%.
As informações são da Secretaria de Estado de Saúde. Segundo levantamento da pasta, somente em 2021, o Rio registrou 16.099 diagnósticos da doença de todas as formas, sendo que destes, 12.986 foram casos novos. O número representa uma taxa de incidência de mais de 74 casos por 100 mil habitantes.
O boletim destaca que o índice pode ser considerado alto, quando comparado à taxa nacional, que foi de 32 casos por 100 mil habitantes, no mesmo período.
Já em relação a mortes, durante o ano de 2021, foram registradas 867, o que corresponde a uma taxa de mortalidade global de cinco óbitos por 100 mil habitantes, índice não verificado desde 2015.
Segundo o estudo, o número de casos vinha crescendo desde 2017, até que houve uma interrupção em 2020 com o subdiagnóstico e a subnotificação em virtude da pandemia da Covid-19, voltando a subir em 2021.
De acordo com o secretário estadual Doutor Luizinho, a Secretaria e a Organização Pan Americana de Saúde deram início ao Projeto de Combate à Tuberculose. A iniciativa tem como objetivo melhorar o sistema de informação sobre a doença, incluindo a análise de indicadores.
Dezesseis municípios são considerados como prioritários para intervenção do projeto: Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João de Meriti.