As autoridades de saúde do Reino Unido confirmaram neste sábado (27) os dois primeiros casos da variante Ômicron, identificada inicialmente na África do Sul. A mutação deixa o mundo em alerta por ter maior capacidade de transmissão e pela incerteza sobre o poder das vacinas em conter o avanço do vírus.
Ambos os casos identificados teriam relação e foram registrados nas cidades de Chelmsford e Nottingham, no leste da Inglaterra. Ao menos um dos pacientes teria viajado para o Sul da África.
Os pacientes foram isolados e novos testes estão sendo realizados. O ministro da Saúde inglês, Sajid Javid, afirmou também que os parentes dos infectados estão sendo testados e que qualquer paciente com teste positivo nas cidades citadas vai passar por teste genômico, que identifica a cepa do coronavírus.
Nesta sexta-feira (26), a Organização Mundial da Saúde classificou a mutação como variante de preocupação. As autoridades de saúde ainda tentam entender o poder de disseminação do novo coronavírus, uma vez que embora ele pareça mais transmissíveis, ainda faltam pesquisas para indicar o poder das vacinas contra a variante.
Segundo pesquisadores da África do Sul, a variante B.1.1.529 apresenta 31 mutações na proteína Spike. Justamente no mecanismo que permite ao vírus infectar as células humanas.
Após a confirmação dos casos no Reino Unido, o governo local anunciou a restrição de entrada de cidadãos vindos do Malawi, Moçambique, Zâmbia e Angola a partir deste domingo (28). Os cidadãos ingleses e irlandeses que venham desses países precisam ficar em quarentena em hotéis indicados pelo governo por 10 dias.
A “lista vermelha” de nacionalidades impedidas de entrar no Reino Unido já contava com: Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.
ALERTA NA EUROPA
A nova variante do coronavírus deixa a Europa em alerta. A Bélgica já confirmou o caso de uma paciente que esteve na Turquia e no Egito antes de voltar para casa.
Na Holanda, 61 passageiros vindos da África do Sul testaram positivo para a Covid-19 e estão isolados nos arredores do Aeroporto de Amsterdã até que os resultados genômicos sejam concluídos, só então será possível saber se a cepa é a mutação nova.
Na Alemanha, autoridades do país alertam que possivelmente a variante já chegou ao país e investigam um caso suspeito.