A inflação em julho sobe 0,96%, 0,43 ponto porcentual acima da taxa registrada no mês de junho. O índice foi divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é a maior variação para o sétimo mês do ano desde 2002, quando o índice foi de 1,19%.
No ano, o IPCA acumula alta de 4,76% e, nos últimos 12 meses, a alta é de 8,99%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram alta em julho.
A maior variação e o maior impacto vieram de Habitação, que foi influenciada pela alta da energia elétrica (7,88%), acelerando 1,95% em relação ao mês anterior, sendo responsável por 0,35 ponto percentual da taxa do mês.
A segunda maior contribuição veio do grupo Transportes, que acelerou em relação ao mês anterior.
Na sequência, veio Alimentação e Bebidas, cujo resultado também ficou acima do registrado em junho.
O grupo de Saúde e Cuidados Pessoais foi o único que apresentou queda, diante do reajuste negativo de -8,19% liberado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, no dia 8 de julho.
REPERCUSSÃO
De acordo com a colunista de economia da BandNews FM, o cenário não é de otimismo. Juliana Rosa contou que o Banco Central também divulgou nessa manhã a ata do Copom, reforçando a necessidade de aumentar os juros.
A jornalista especializada em economia considera que essa é uma tentativa de frear a disparada da inflação, no entanto, essa ação tem limitações e pode dificultar a retomada econômica.
A colunista lembra ainda que ações como a do Governo Federal que propõe o parcelamento de precatórios colaboram para um cenário de instabilidade no País.
O que levou o dólar a bater R$ 5,30 na segunda-feira (9).
A elevação da moeda estrangeira é mais um fator que impulsiona a inflação.
Por isso, a colunista de economia da BandNews FM avalia que o argumento federal (de reajuste do Bolsa Família sob a condição de adiar o pagamento de precatórios) “é dar com uma mão e tirar com a outra; um discurso populista que prejudica os mais pobres”.