O governo federal anunciou que controlar a alta do dólar é uma prioridade neste início deste ano. A decisão foi discutida durante a primeira reunião de 2025 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A moeda americana, que vinha em trajetória de alta, fechou nesta última segunda-feira (06) em queda de 1,14%, cotada a R$ 6,11. O recuo foi atribuído à declaração do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não pretende elevar tarifas de importação, medida bem recebida pelos mercados por sinalizar um possível alívio na inflação global e menor pressão por altas de juros.
Para lidar com as oscilações cambiais, Haddad cancelou suas férias, inicialmente planejadas para acompanhar a recuperação de sua esposa após uma cirurgia. Ele retornou ao trabalho e afirmou que o governo projeta uma "acomodação" do câmbio nos próximos meses, além de negar que haverá aumento no IOF sobre compras internacionais como forma de conter a saída de dólares.
Outro tema debatido na reunião foi o orçamento de 2025, que será votado após o recesso do Congresso, em fevereiro. Haddad minimizou os impactos do atraso na aprovação, destacando que as principais diretrizes econômicas já estão alinhadas.
Ainda na segunda-feira, o Banco Central revisou suas projeções de juros, ajustando a taxa para 15% ao ano, ante os 14,75% anteriores. Apesar disso, o Boletim Focus manteve a estimativa de inflação em 4,89% para este ano, acima do teto da meta de 4,5%.