O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse neste sábado (30) que foi "um erro" ter nomeado o deputado federal Chiquinho Brazão para comandar a Secretaria Especial de Ação Comunitária do município.
Essa foi a primeira vez que Paes se manifestou sobre o assunto desde que o parlamentar foi preso acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco.
A declaração ocorreu durante a inauguração do novo corredor BRT Transbrasil.
A indicação de Chiquinho Brazão ocorreu em outubro de 2023 e a exoneração foi publicada em fevereiro de 2024. Vídeos antigos gravados em eventos políticos mostram Paes elogiando e manifestando apoio à família Brazão.
Na terça-feira (26), a prefeitura do Rio de Janeiro exonerou oito funcionários da Secretaria Municipal de Ação Comunitária, que era chefiada por Brazão.
Durante a agenda deste sábado, Paes também disse que a prefeitura vai continuar dando demonstração de que não tem conivência com nenhum tipo de irregularidade.
Chiquinho Brazão foi preso pela Polícia Federal com o irmão, Domingos Brazão, que ocupava um cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Com eles, também foi detido o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, que teria atrapalhado as investigações do caso Marielle.