Alckmin defende que energia e alimentos não entrem no cálculo da taxa de juros

Vice-presidente disse que medição deve ser nos mesmos moldes dos EUA

Da Redação

Alckmin defende que energia e alimentos não entrem no cálculo da taxa de juros
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (24) a retirada de alimentos e energia do cálculo da taxa Selic.

O vice-presidente mencionou os métodos utilizados nos Estados Unidos, que retiram os dois índices do cálculo dos juros básicos da economia americana.

“Eu mencionei o exemplo americano porque ele tira do cálculo da inflação o alimento, porque alimento depende muito do clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento, e não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover” disse Alckmin.

“Também tiram a energia, preço de barril de petróleo. Não adianta aumentar juros, que não vai baixar o barril do petróleo. Isso é guerra, é geopolítica. Então, eles excluem do cálculo” concluiu o presidente em exercício.

Na última quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu os juros em 1 ponto percentual, o que fez a Selic saltar para 14,25% ao ano. Este é o maior patamar de taxa básica de juros desde outubro de 2016.

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